
Elegir el modelo correcto marca la diferencia en la sostenibilidad del programa. Imagen: Maat Impact.
Resumo Rápido
Comparação completa entre voluntariado remunerado e não remunerado: diferenças legais, tributárias, administrativas e relacionadas à experiência do voluntário. Guia para responsáveis por programas 2026.
Quando uma empresa ou uma ONG decide estruturar um programa de voluntariado, mais cedo ou mais tarde surge a pergunta: devemos pagar aos voluntários ou não?
Não existe uma resposta universal. A decisão depende do tipo de atividade, do perfil dos voluntários, do orçamento disponível e das implicações legais e tributárias de cada modelo. O que existe, sim, é informação suficiente para tomar uma decisão bem fundamentada.
Este post detalha todas as diferenças relevantes entre o voluntariado remunerado e o não remunerado, para que você possa escolher o modelo que melhor se adapta ao seu programa.
Definições
Voluntariado não remunerado
O voluntariado não remunerado é aquele em que o voluntário não recebe nenhum tipo de remuneração econômica por sua atividade. A organização pode cobrir despesas decorrentes (transporte, alimentação, materiais), mas não paga salário nem estipêndio.
É o modelo mais difundido na Espanha e o que melhor se encaixa na definição clássica da Lei 45/2015. É também o mais simples de gerenciar do ponto de vista administrativo e tributário.
Voluntariado remunerado
O voluntariado remunerado é aquele em que o voluntário recebe uma remuneração por sua atividade, que pode variar de uma pequena ajuda de custo até valores mais significativos para atividades especializadas (baseadas em competências).
A remuneração pode assumir diferentes formas: um pagamento fixo por sessão, uma ajuda de custo mensal, um pagamento por projeto ou uma taxa por hora. O ponto-chave do ponto de vista jurídico é que essa remuneração não transforme a relação em relação de trabalho.
Diferenças legais
Marco legal do voluntariado não remunerado
É diretamente regulado pela Lei 45/2015, que define o voluntariado como atividade sem contraprestação econômica. A relação é documentada por meio de um acordo de incorporação (não contrato de trabalho). As obrigações da organização são: fornecer seguro contra acidentes, cobertura de responsabilidade civil, informações claras sobre a função e tratamento digno.
Marco legal do voluntariado remunerado
O voluntariado remunerado opera em um âmbito mais complexo. A Lei 45/2015 não o contempla explicitamente, mas também não o proíbe, desde que sejam cumpridas certas condições: a remuneração não pode ser equiparada a um salário de mercado, não pode haver subordinação nem dependência contínua, e a relação deve continuar sendo voluntária e temporária por natureza.
Quando a remuneração é significativa e há subordinação contínua, a relação pode ser reclassificada como relação de trabalho, com todas as suas consequências (contribuições previdenciárias, imposto de renda, direitos trabalhistas). Por isso, é importante elaborar bem o modelo e documentá-lo corretamente.
Proteções em cada modelo
Em ambos os modelos, o voluntário tem direito a seguro contra acidentes e de responsabilidade civil. No modelo remunerado, caso ocorra a reclassificação como relação de trabalho, o voluntário teria, além disso, plenos direitos trabalhistas. No modelo não remunerado, as proteções limitam-se às previstas na Lei 45/2015.
Fiscalidade e Impostos
IRPF no voluntariado não remunerado
Sem remuneração, não há renda proveniente do trabalho e não há obrigação fiscal para o voluntário. As despesas cobertas pela organização (dentro de limites razoáveis) também não são tributadas. O voluntário não precisa fazer nada adicional em sua declaração de IRPF por essa atividade.
IRPF no voluntariado remunerado
Qualquer remuneração que exceda a mera cobertura de despesas é tributada como rendimento do trabalho no IRPF. A organização pagadora deve efetuar a retenção na fonte e repassá-la à Receita Federal. O voluntário deve incluí-la em sua declaração anual de IRPF. Se a relação não se enquadrar como relação de trabalho, ela pode ser documentada como rendimento de atividades econômicas, com suas próprias implicações.
Contribuições para a Previdência Social
O voluntariado não remunerado não gera contribuições para a Previdência Social. O voluntariado remunerado com compensações significativas e estrutura contínua pode gerar a obrigação de contribuir se for reclassificado como relação de trabalho, embora, em princípio, isso não ocorra se a natureza voluntária for mantida.
Administração e documentação
Documentação necessária em cada modelo
No voluntariado não remunerado: acordo básico de incorporação, apólice de seguro contra acidentes e de responsabilidade civil e registro de horas (recomendado para programas corporativos).
No voluntariado remunerado: além do acima mencionado, acordo específico que documente a natureza da remuneração, o tipo de atividade e a ausência de relação de trabalho; gestão fiscal das retenções, se aplicável; e, potencialmente, um contrato de prestação de serviços se a remuneração for significativa.
Processo de seleção e integração
No voluntariado não remunerado, o processo é relativamente informal: formulário de interesse, entrevista breve e acordo de admissão. No voluntariado remunerado, o processo é mais rigoroso — semelhante ao de contratação — porque a organização assume mais responsabilidades e compromissos.
Implicações para a empresa
Custo administrativo
O voluntariado não remunerado é mais simples de administrar: menos documentação, sem gestão fiscal de retenções, menor exposição legal. O voluntariado remunerado acrescenta complexidade administrativa: contratos, retenções, gestão de pagamentos, possível reclassificação trabalhista.
Responsabilidade civil
Em ambos os modelos, a empresa ou organização deve garantir cobertura de responsabilidade civil para os voluntários durante suas atividades. No modelo remunerado, se ocorrer um acidente e a relação for reclassificada como trabalhista, a empresa pode ficar exposta a reclamações trabalhistas adicionais.
Experiência do voluntário
Motivação em cada modelo
Os voluntários não remunerados são motivados principalmente por fatores intrínsecos: conexão com a causa, desenvolvimento pessoal, comunidade, propósito. Os voluntários remunerados podem ter motivações mistas: intrínsecas, além da necessidade ou do desejo de complementar a renda. Isso não é nem melhor nem pior, mas influencia o tipo de comprometimento e a gestão do programa.
Retenção de voluntários
Ao contrário do que poderia parecer, a remuneração não garante maior retenção. Os programas com maior taxa de continuidade são aqueles que geram um forte vínculo com a causa e um senso de comunidade — independentemente de pagarem ou não. A remuneração pode facilitar o acesso, mas não substitui o envolvimento emocional.
Matriz de decisão: qual escolher?
Use o modelo não remunerado se: a atividade for pontual ou de curta duração, os voluntários estiverem intrinsecamente motivados, o orçamento for limitado e a atividade não exigir habilidades muito especializadas.
Considere o modelo remunerado se: você precisar de habilidades altamente especializadas que exijam remuneração para serem acessíveis, a atividade tiver duração significativa e alta exigência de comprometimento, você quiser reduzir a barreira de acesso para voluntários sem recursos ou estiver em um setor onde a remuneração é a norma.
Perguntas frequentes
O que é um voluntário remunerado?
Um voluntário remunerado é aquele que realiza uma atividade voluntária (sem vínculo empregatício formal) e recebe, em troca, uma remuneração, que pode ser uma bolsa, um pagamento por projeto ou uma remuneração por hora. A relação continua sendo de natureza voluntária, mas inclui uma contrapartida financeira.
O voluntariado remunerado é legal na Espanha?
Sim, com algumas nuances. A Lei 45/2015 define o voluntariado como uma atividade sem contraprestação econômica, mas, na prática, existem modelos com remuneração que não geram relação de trabalho se estiverem bem estruturados. O fundamental é a ausência de subordinação, o caráter voluntário real e a não equiparação a um salário de mercado.
É possível ganhar dinheiro fazendo voluntariado?
Sim, no voluntariado remunerado. Os valores típicos na Espanha variam de 15 a 75 €/hora, dependendo do tipo de atividade e da especialização. Para o contexto corporativo, consulte: Posso ganhar dinheiro fazendo voluntariado?
Precisa de ajuda para criar o modelo que melhor se adapta à sua empresa?
A Maat Impact ajuda você a estruturar programas de voluntariado com diferentes modelos de remuneração, documentação legal e acompanhamento de impacto para ESG/CSRD.